segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Mudança de Endereço Blog
O Endereço do meu blog mudou para:
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
Carreira é Também Empreender – O Exemplo de Steve Jobs
Concluí há poucos dias, a leitura de um livro que está na lista dos mais vendidos no Brasil (Ranking da Você S/A) sobre o Steve Jobs.
O livro que conta um pouco da vida do co-fundador e CEO da Apple Computers (atualmente Steve Jobs está afastado da Apple problemas de saúde), foi escrito por um jornalista norte americano chamado Leander Kahney, e tem o título de “A Cabeça de Steve Jobs”.
A Apple Computers é uma empresa muito conhecida por ser uma das pioneiras no mercado de TI junto a Microsoft (são praticamente da mesma época). A Apple é muito citada quando os temas de inovação, design e praticidade estão em discussão. Produtos como o iPhone, iPod e Macintosh, são grandes exemplos disso.
Logo no primeiro capítulo do livro, o autor nos permite conhecer o Currículo de Steve Jobs. E é baseado nele que vamos refletir sobre o assunto deste mês que é a relação entre Carreira, Empreendedorismo e a importância de fazer o que ama.
“Estou procurando um lugar que precise de muitas reformas e consertos, mas que tenha fundações sólidas. Estou disposto a demolir paredes, construir pontes e acender fogueiras. Tenho uma grande experiência, um monte de energia, um pouco dessa coisa de ‘visão’ e não tenho medo de começar do zero.”
- Currículo de Steve Jobs no site .Mac da Apple.
Em 2005 enquanto fazia um discurso para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, Steve Jobs contou três histórias que ele julga serem as mais importantes de sua vida.
Ele conta que abandonou a faculdade seis meses após ter iniciado, e o mais próximo que ele esteve de uma formatura foi aquele momento prestigiando os alunos de Stanford.
Steve Jobs foi colocado para a adoção logo quando nasceu, pois seus pais biológicos não queriam que ele crescesse sem estudos, sem uma formação acadêmica sólida.
O casal que havia se comprometido em adotá-lo, tinha condições de realizar esse desejo de sua mãe biológica, mas ao saberem que a criança recém-nascida era um menino e não uma menina, os dois desistiram da adoção.
Sendo assim, Steve foi oferecido a outro casal, que não tinham condições de bancar os seus estudos, mas se comprometeram em se esforçar para que isso acontecesse de fato.
Steve declara que iniciou a faculdade aos 17 anos e naquele momento não sabia exatamente o que gostaria de fazer. Ele estava gastando todas as economias que seus pais fizeram durante estes anos e decidiu que isso não era justo, foi nesse momento que ele resolveu sair e confiar que tudo correria bem.
Conta que continuou freqüentando a universidade por 18 meses participando de aulas que ele gostava, mas ele não tinha dormitório no alojamento da universidade e nem dinheiro para se alimentar.
“Eu vendia garrafas de Coca-Cola por 5 centavos de dólar para poder me alimentar e andava por volta de 7 milhas por noite aos domingos para ter uma refeição decente em um templo Hare Krishna.”
Em meio a toda essa situação, sua intuição dizia que ele estava fazendo a coisa certa.
Abaixo um trecho do seu discurso.
Eu amava aquilo – disse Steve. Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College (faculdade que ele ingressou) oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada pôster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava freqüentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria freqüentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
Você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal - Friedrich Nietzsche
Algum tempo depois Steve declara que teve a sorte de descobrir o que queria fazer da vida. Estimulado por um de seus vizinhos, Steve foi colocado em contato com alguns kits de uma revista que o ensinou a montar circuitos eletrônicos, situação que fez despertar seu lado curioso, criativo e empreendedor.
Junto com seu amigo Stephen Wozniak, Steve Jobs montou a Apple Computers aos 20 anos de idade na garagem de seus pais. A Apple tornou-se uma empresa de 2 bilhões de dólares com 4 mil funcionários em apenas 10 anos de existência e foi nessa época que ele foi demitido pelos Diretores da empresa que ele próprio criou.
Quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale (Vale do Silício). Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça.
Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Palavras essas últimas, realmente são encorajadoras. Costumo dizer às pessoas que me ouvem discursando sobre o tema de Planejamento de Carreira, que não importa o quanto iremos sofrer para encontrar aquilo que amamos fazer, não importa as barreiras que iremos encontrar, pois afinal não é o tempo e nem o dinheiro que nos trarão a alegria de viver em paz, fazendo o que realmente gostamos e tendo o retorno merecido disso.
A última história que Steve Jobs conta é sobre a morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilharmos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quero concluir colocando os pontos que eu considero os mais importantes mediante a toda a reflexão que já fizemos das sábias palavras de Steve Jobs.
“Eu amava aquilo.”
“Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.”
“Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.”
"Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?"
Aprender com os exemplos de pessoas de sucesso é parte do pequeno pedaço que temos que integrar aos nossos objetivos. Saber que aquilo que acreditamos é importante para o nosso crescimento, temos aprender a lidar com as dificuldades e ter disciplina e flexibilidade para seguir em frente e nos adaptar as situações que nos serão colocadas, pois o caminho não é fácil e encontraremos barreiras que tentaram nos impedir de ir em frente. Muitas vezes iremos cair, mas não podemos perder a fé, não podemos esquecer-nos de ouvir a nossa intuição, e se cairmos, temos a obrigação de começar de novo, erguer-se e seguir em frente fortalecidos pela situação que vivenciamos.
Saber onde estamos e onde pretendemos chegar, é o fator fundamental para criarmos a ponte que nos guiará aos nossos objetivos. As estratégias que criaremos, serão fundamentais para sustentar os nossos sonhos. Sejamos felizes!
“Acredite, pior que uma estratégia rasa é não ter estratégia. Pior que uma estratégia simplificada é não parar para pensar e discutir seu futuro. Pior que uma estratégia que não seja a mais defensável tecnicamente é navegar sem bússola.
Afinal, um avião que voa 10 minutos no sentido contrário ao de sua rota está há 20 minutos mais longe do destino desejado, não é mesmo?”
* Trecho do livro A Arte da Estratégia de Carlos Alberto Júlio – Palestrante e Presidente da Tecnisa
domingo, 10 de maio de 2009
Planejamento de Carreira – O Que Eu Quero Ser Quando Crescer?
Link: http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2394
0:00, 1º de Janeiro de um ano qualquer...
Comemoração de fim de ano com familiares é sempre a mesma coisa. Momento de rever os erros e acertos do ano anterior e planejar as mudanças para o próximo ano. Mas existe um detalhe muito importante que a maioria das pessoas esquece que é o ato de colocar o planejamento no papel e seguir um método para que ele funcione de forma adequada com os seus objetivos.
Sem ter o planejamento no papel e sem revisá-lo constantemente, será muito fácil esquecermos-nos dos nossos planos, então o esforço em pensar, planejar e agir terá sido em vão em algum momento.
Fazendo uma analogia ao parágrafo acima, vamos falar de Planejamento de Carreira e quero dar início a esse novo desafio (este é o meu primeiro texto no Portal O Gerente), ajudando os leitores a resgatarem pontos importantes que influenciarão em decisões de como fazer para manter uma carreira alinhada aos seus objetivos pessoais e que lhes traga sucesso e felicidade.
Costumo dizer que não podemos trabalhar somente pensando que a felicidade só virá com a aposentadoria. Até por que, a possibilidade de trabalhar por mais de 35 anos e não ter qualidade de vida é muito prejudicial a nossa saúde. E se considerarmos que ter uma carreira que nos motiva a cada dia influenciará diretamente na nossa qualidade de vida, como seremos felizes se os problemas de saúde causados principalmente pelo stress de uma carreira desmotivadora, pois passaremos a nossa fase de aposentados percorrendo hospitais, clínicas médicas, SPA’s, etc.
Para definir um plano de carreira, temos que primeiro definir o que queremos e como faremos para alcançar esses objetivos, e a primeira pergunta é muito simples, e tenho certeza que já fizeram essa pergunta para vocês na infância.
O que você quer ser quando crescer?
Parece fácil não? Para muitos sim, mas para outros não é.
Quero ajudá-los a encontrar essa resposta e traçar um caminho para desenvolver o seu plano de carreira e ter domínio sobre ele, em outras palavras, ter domínio sobre a sua vida e não deixar nunca mais a vida te levar, e sim você levar a sua vida, para o caminho que deseja, para o objetivo que você irá definir.
Um pouco de história:
Planejamento de Carreira é um assunto pouco conhecido por muitos profissionais, e atualmente fala-se muito em manter o planejamento sobre o nosso domínio, diferente do passado onde as organizações que definiam onde iríamos chegar.
O ato de efetuar um planejamento de carreira mexe com diversas áreas da nossa vida, pois fazemos uma análise de pontos como nossas principais características, aptidões, competências, identidade e valores, e essas análises é que irão nos ajudar a definir a nossa missão e objetivos, para depois traçar uma estratégia eficaz e agir para alcançá-la.
Poucos profissionais conseguem ser bem sucedidos e felizes alinhando seus conhecimentos, sonhos e desejos, com as suas aptidões. Da mesma forma que fazemos um planejamento de nossas finanças pessoais, temos que ter um planejamento profissional.
Para iniciar o tema de planejamento de carreira é preciso compreender alguns conceitos básicos, e sendo assim vou iniciar explicando a diferença entre Aptidão e Competência.
Aptidão x Competência
Definição de Aptidão por Friedrich Nietzsche (Filósofo Alemão do século XIX).
"Numa humanidade tão altamente desenvolvida como é a actual, cada um, por natureza, recebe em dote acesso a muitos talentos. Cada qual tem talento inato, mas só a poucos é dado por nascença e por meio da educação o grau de tenacidade, persistência e energia, para que o indivíduo se torne, realmente, um talento, para que, portanto, venha a ser aquilo que é; ou seja, traduza isso em obras e acções." Friedrich Nietzsche, in &&Humano, Demasiado Humano&&
Nietzsche deixa claro em seu texto, que a aptidão é um dote, os talentos naturais que todos os seres humanos guardam dentro de si.
É importante que saibamos, ou pelo menos busquemos desbravar quais são as nossas aptidões, fazendo um exercício de auto-análise diária do nosso comportamento diante de todas as situações que estamos inseridos.
Compreender o que é aptidão pode nos dar respostas muito mais abrangentes e precisas sobre a nossa missão.
Gosto de exemplificar aptidão com a profissão de músico, principalmente os vocalistas, pois a voz é o único instrumento que ele tem para demonstrar os seus talentos, e o que explica ter essa “voz” diferenciada? Mesmo com problemas de surdez Beethoven continuou compondo várias obras. E você? Consegue definir quais são as suas aptidões? Definição de Competência: Competência em administração é a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (C.H.A.), que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada. Competência, é um conjunto de situações, que baseadas no conceito C.H.A., determinam a excelência da execução de uma tarefa. Portanto, é interessante pensar que se algum destes três fatores (C.H.A.) estão fora de sintonia, o resultado dos nossos objetivos poderá ser comprometido, ou seja, a atitude tomada sem a base dos conceitos anteriores, não será vista com a mesma grandeza. E o que isso tem haver com Planejamento de Carreira? C - Conhecimento é a base para qualquer atividade profissional, seja ela na Área de Humanas, Exatas ou Biológicas. H - As habilidades são adquiridas no decorrer do exercício da base de conhecimento. A - E por último, as atitudes, que são as consequências executadas a partir do Conhecimento e das Habilidades. Portanto, é primordial que pensemos bem antes de tomar uma decisão no que diz respeito ao nosso futuro profissional. É possível que façamos escolhas erradas inicialmente, ou que pensemos em diversas áreas de atuação, pois é natural do ser humano ter afeição por diversas áreas em função das situações que ele é vivencia. Porém o segredo está na busca diária do conhecimento natural de nossas aptidões, do dote dado por natureza, pois só assim poderemos criar uma situação de paixão e prazer e ter um sentido para o nosso despertar diário e a satisfação de terminar o dia com o sentimento de missão cumprida. Definir um Planejamento não é fácil e temos que nos preparar para situações que irão nos causar medo, situações que irão pedir de nós muito mais comprometimento e disciplina. Mudanças são inevitáveis e precisamos estar atentos aos benefícios que elas podem nos trazer. Criar um Planejamento não quer dizer que devemos traçar um objetivo e não olhar para as situações que estão a nossa volta. Na condição de se por em prática o que foi definido no Planejamento, é importante que algumas mudanças aconteçam, pois mostra que temos habilidades para nos adequar a situações novas, e a análise dessa situação bem como a integração com os objetivos do planejamento, podem trazer resultados mais benéficos do que o pensado anteriormente. Existem muitas pessoas escolhendo as suas atividades profissionais sem planejamento. Muitas vezes por que precisam de uma colocação no mercado de trabalho, ou por que não conseguem uma oportunidade melhor, e outras por que tem a oportunidade de crescer em uma empresa no qual já trabalha e recebe uma promoção. Mais uma vez insisto, é importante fazer a sua análise interior e compreender que você é responsável por sua vida e que você pode controlar as situações ao seu redor, desde que se empenhe e crie habilidade para isso. A grande diferença entre Aptidão e Competência, está no modo que nós seres humanos, compreendemos as situações como um todo e como essas situações irão fluir, com mais facilidade, ou com maior dificuldade. É muito mais difícil conhecer as nossas aptidões do que nos tornarmos competentes em algo, pois como eu disse anteriormente, é necessária uma auto-análise e a preocupação em encontrá-las, e que a competência é algo que adquirimos com o tempo, com nossa experiência em nossas funções. O exercício de análise interior lhes proporcionará o prêmio da definição de suas aptidões, que será o que lhe trará prazer, lhe trará o desejo de seguir em frente e se dedicar, buscar a conhecimento rumo a excelência. Até a próxima!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
a Nossa Geração Y em Férias
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Quer inspirar seus liderados? Ofereça uma causa!
César Souza escreve para o Blog do Líder
Contribua com Santa Catarina
Meus amigos,
Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta “folga forçada” a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.
As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.
Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperar-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.
Que DEUS tenha piedade daqueles:
- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros
- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma.
- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.
- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.
- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas.
- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas.
- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.
- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas.
- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.
- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.
Da mesma forma, que DEUS abençoe:
- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.
- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.
- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença.
- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida.
- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.
- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.
- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos.
- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas.
- Aos Médicos Voluntários.
- Às enfermeiras Voluntárias.
- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.
- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso.
- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar.
- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.
- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa.
- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem.
- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.
- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem.
- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.
- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.
- A todos que oraram por todos.
- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.
- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.
- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.
- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.
- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Curso tecnológico é bem aceito no mercado
Muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico. Não é. Por lei, o curso tecnológico tem nível superior – embora sua duração seja de dois a três anos. Seu objetivo é o de formar especialistas em determinadas áreas.
Especialistas como Amanda de Oliveira. Ela não é médica, nem enfermeira. Mas cuida de vidas. Formada pela Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec), no interior de São Paulo, a jovem de apenas 23 anos é responsável pela manutenção das máquinas de hemodiálise de um hospital da cidade.
“Aos 21 anos, eu estava formada e empregada”, conta a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Os cursos tecnológicos estão atraindo mais interessados a cada ano.
“Mais de 10% dos alunos matriculados em cursos superiores no Brasil já estão fazendo cursos tecnológicos. É uma explosão, realmente. Hoje, estamos passando por um apagão de mão-de-obra. Temos uma falta de profissionais especializados para os próximos anos. O curso tecnológico forma o profissional mais rapidamente para o mercado de trabalho“, diz o especialista em cursos de Tecnologia, Fabiano Caxito.
“Eu queria que o emprego me procurasse, não eu correr atrás de um emprego. E foi o que aconteceu”, conta o tecnólogo em mecânica Leonardo de Carvalho.
Essa é a parte clara da questão. Agora, vamos à zona cinzenta. Muitos tecnólogos reclamam que as empresas, ao selecionar os candidatos, não estão dando ao tecnólogo o mesmo valor que dão ao bacharel.
O professor Fabiano Caxito fez uma pesquisa em 350 empresas de São Paulo para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho: “Existe ainda um grande desconhecimento por parte do profissional de recursos humanos sobre o que é o curso tecnológico”, aponta.
Na disputa conta um candidato que estudou em uma faculdade convencional, às vezes o tecnólogo sai perdendo.
“Se os dois candidatos não tiverem nenhuma experiência profissional anterior, ainda há uma escolha pelo bacharel”, diz o professor Fabiano Caxito.
O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra área, completamente diferente. Por exemplo: alguém trabalhou sete anos na área financeira e quer fazer um curso de gestão de marketing. Em uma situação assim, o diploma pesará pouco, porque a empresa sempre dará preferência a candidatos com experiência anterior em marketing.
O curso de tecnólogo também não é recomendável para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso iria reduzir o leque de opções futuras de emprego. Seria melhor o jovem optar por um curso mais generalista, como economia ou administração.
Mas o curso tecnológico é altamente recomendável para quem já desempenha uma determinada função e deseja saber mais sobre ela. Aí sim o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo.
É o caso de Maurício Alves e Eduardo Duarte. Os dois já eram técnicos em mecânica, estavam empregados e resolveram se especializar na Fatec. Hoje, ocupam cargos importantes em uma indústria de autopeças de Sorocaba.
“Sou responsável por uma linha de usinagem dentro da empresa”, conta Maurício Alves.
“Durante o curso, tive a oportunidade de viajar duas vezes para Europa e Canadá. A grande maioria dos meus colegas está empregada. Quem não está em empresa privada, hoje trabalha por conta própria e está muito bem”, comenta Eduardo Duarte.
Finalmente, existem cursos tecnológicos bons e outros não tão bons. Por isso, primeiro, o interessado deve verificar se o curso é reconhecido, no site do Ministério da Educação. Depois, deve avaliar se a instituição de ensino tem renome no mercado de trabalho. Isso também pesa bastante.
“Acho que a aceitação do curso tecnológico vai aumentar muito”, aposta Fabiano Caxito.
“Foi a melhor decisão possível. Eu estava no lugar certo, na hora certa, com o curso certo nas mãos”, avalia a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Em resumo, a diferença entre um curso superior de cinco anos e um curso tecnológico é o tamanho do alvo. No mercado de trabalho, quem faz um curso mais longo poderá mirar em vários setores do alvo. Quem faz o curso tecnológico terá que acertar na mosca.
Para ver a reportagem completa do Fantástico no Youtube, clique aqui.
Para ler a pesquisa completa do professor Fabiano Caxito, clique aqui.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Semana Global do Empreendedorismo - Endeavor
Além de colocar em prática seus projetos, você e seus amigos têm a oportunidade de ampliar seus conhecimentos. A Semana Global do Empreendedorismo atua como um MOVIMENTO que reúne diversas atividades relacionadas a empreendedorismo, idéias, criatividade, negócios, entre outros temas. Uma novidade que vai interligar pessoas de todos os Estados brasileiros.
E mais: a Semana acontece entre os dias 17 e 23 de novembro no Brasil e em mais de 60 países simultaneamente. O projeto conta ainda com a parceria de várias empresas e organizações que se mobilizaram para transformar teoria em prática.
Tudo é uma questão de ATITUDE! Sua participação fará toda a diferença para o seu futuro e para o desenvolvimento do nosso País.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
ExpoManagement chega à 8ª edição no Brasil
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Execução vale mais que planejamento
www.josedornelas.com.br
Muito se discute sobre o que é mais importante: planejar adequadamente ou executar. Uma pesquisa recente realizada pela Booz e Company com 26 mil pessoas de 31 empresas mostrou que 71% dos executivos acreditam que a execução é chave para o sucesso corporativo, e que não basta uma excelente estratégia (planejamento), ótimo produto e tecnologia diferenciadas. Você concorda?
Eu concordo em partes… Planejar é parte essencial do processo empreendedor, mas execução é sinônimo de fazer acontecer. Execução eficiente só se consegue com conhecimento e preparo, o que em muito é aperfeiçoado através de um bom planejamento. Então, a resposta mais correta aqui seria a execução aliada a um bom planejamento. Porém, muitos podem se perguntar: quando o empreendedor não planeja adequadamente (o que ocorre com muita freqüência), mesmo assim a execução pode ser eficaz? A resposta é SIM.
Mas em momentos de turbulência como os atuais planejar e analisar riscos antes da tomada de decisão são tarefas essenciais. Quando o índice Bovespa cai mais de 15% em um único dia o que se deve fazer? Esperar?
Empreendedores que planejam se antecipam aos fatos e provavelmente devem ter reservas para momentos como este que estamos vivenciando. Agora é momento de entender porque é importante aliar visão estratégica com um bom planejamento formal, o que levará às condições essenciais para uma excelente execução.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Como identificar, desenvolver e manter jovens lideres?

Texto gentilmente cedido por César Souza.
No futuro serão necessários lideres em quantidade muito maior e bem mais eficazes que no passado. E um dos principais desafios das empresas é o de como selecionar, formar, criar e manter esses “jovens líderes” na organização. Assim como os times de futebol têm dificuldade de identificar e manter os craques do futuro, as empresas também terão dificuldade em atrair e reter aqueles talentos da próxima geração com potencial de liderança, pois esses possuem valores e atitudes muito diferentes sobre o trabalho e sobre a vida em geral. Os atuais programas de “trainees” ou “jovens talentos” terão de ser revistos, reinventados e readaptados aos novos tempos para que as empresas sejam objeto de desejo dos profissionais competentes.
As grandes empresas estão se reestruturando em unidades negociais menores para se tornarem mais competitivas. Em vez de poucos líderes no topo da pirâmide como no passado, as empresas competitivas passaram a necessitar de muitos líderes em todos os níveis. A Era Industrial separou a estratégia da execução com o intuito de aumentar a produtividade. Pretendeu separar o pensar do fazer. Porém, na Era do Conhecimento as empresas não podem mais se dar ao luxo de privilegiar o pensar apenas no topo. Precisam da criatividade humana em todos os níveis para serem competitivas. A disponibilidade de líderes eficazes - e não mais de gerentes eficientes - para empresariar produtos, áreas geográficas, mercados ou projetos, passou a ser um dos maiores fatores a distinguir as empresas vencedoras. As empresas necessitam de líderes em todos os seus centros de resultados, inclusive nas áreas funcionais que precisam de espírito mais empreendedor e menos burocrático.
Diante desta realidade, as empresas vencedoras serão aquelas que souberem montar verdadeiras FÁBRICAS DE LÍDERES!
Por essas razões, o líder eficaz passou a ser quem também souber criar condições para que a liderança se manifeste nas outras pessoas. Em vez do mítico líder carismático que serviu de modelo na era que se finda, os líderes do futuro serão aqueles capazes de arquitetar e implantar formas de organização que permitam o florescimento da liderança nos outros, identificando e cultivando líderes em todos os níveis.
Na montagem dessa “fábrica de líderes”, é importante desmistificar o verdadeiro papel do líder, mostrar caminhos, exemplos, referências e apontar algumas características fundamentais para essa formação.
O desafio não é apenas montar um programa, mas criar uma cultura que inspire os jovens talentos, de forma natural, acrescentando aprendizados importantes para a organização e ao mesmo tempo tornando-os cúmplices e disseminadores da cultura da empresa. Dos valores, das atitudes e posturas condizentes com esses valores.
Essa a grande oportunidade para o RH tomar iniciativas e criar projetos que capacitem e formem novos lideres para o futuro da organização. Será que sua empresa realmente esta formando novos líderes ou está apenas gerenciando um programa de trainees? E se está formando, está conseguindo reter esses talentos ou eles estão migrando para os braços de seus concorrentes?
César Souza escreve para o Blog do Líder http://www.blogdolider.com.br/
Consultor, autor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria que atua nas áreas de Estratégia Empresarial, Mkt e RH.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Ética x Crise
Todo comportamento humano, está sujeito a um julgamento!
Todo comportamento corporativo, está sujeito a um julgamento!
Como ser uma corporação sem cuidar dos seus valores éticos? Afinal, são os seres humanos que conduzem as corporações.
É possível mudar a essência de uma empresa com o passar do tempo? Após tantas sucessões, tantas viradas de mesa?
Para se adaptar ao mercado, é necessário recriar a sua essência?
A crise é maior e mais poderosa do que a Ética? Superior as essências da corporação?
Adaptar-se ao novo é extremamente necessário, é obrigatório, mas perder a essência é um pecado mortal.
Muitas vezes deixamos de lado nossa essência para se adaptar a essência corporativa, mas logo percebemos que não é possível ter a “paz de espírito” em um ambiente que fere nosso estado ético.
Por outro lado, essa situação também é positiva, pois nos leva a refletir sobre nosso posicionamento, sobre a nossa vida, sobre as situações que estamos passando.
Esse é o momento que evoluímos, pois conseguimos ser juízes do nosso “ser”, do ser corporativo e assim tomar a melhor decisão olhando a situação como um todo.
Digo que é impossível viver em um ambiente que não temos paz e que precisamos lutar contra nossa essência para sobreviver. Isso nos torna desumano, pois destrói o nosso ser.
O ambiente corporativo é uma verdadeira guerra desordenada, pois acumula uma série de “essências concorrentes”, que se conflitam a todo o momento, com objetivo de usar todas as armas possíveis para conquistar a batalha.
É aqui que o Líder precisa intervir, analisando as situações, corporativas e pessoais de seus liderados e tomando a rédea da situação, sempre olhando para os Valores Éticos da corporação.
É uma situação difícil, porém, extremamente necessária.
Sobreviver a esses desafios é uma questão de vida ou morte.
Vejam a Sinopse em: http://www.cineplayers.com/filme.php?id=657
Francisco Albuquerque
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O momento atual é para empreender ou para pisar no freio?
Em momentos turbulentos como o que estamos vivenciando nos últimos meses e, principalmente nas últimas semanas, é natural que muitas pessoas e empreendedores em potencial tenham receio de colocar em prática seus projetos empreendedores. Mas será que é hora de pisar no freio?
Eu acredito que não. Bons projetos empreendedores sempre terão condições de fazer acontecer. Na verdade, quando você planeja a criação e o desenvolvimento de um novo negócio espera-se que leve em consideração os vários cenários micro (ligados diretamente ao seu negócio) e macro (decorrentes da economia mundial e nacional). O que tem ocorrido atualmente é um impacto sério do cenário macro sobre todos os negócios e que, por consequência, também influenciará o seu negócio.
Haverá no curto prazo uma retração econômica e o empreendedor deve se preparar para este cenário, inclusive enfrentando restrição (ainda maior) ao crédito. Por isso, aqueles que estão em fase inicial de desenvolvimento de uma empresa devem considerar este cenário e se preparar para o que virá a seguir. Mas pense bem, se todos os empreendedores forem conservadores haverá ainda mais oportunidades no mercado, pois apesar da crise, é bem provável que a economia brasileira continue crescendo, ou seja, haverá consumo.
Os mais ousados devem aproveitar o momento para se preparar ainda mais e enfrentar a concorrência com diferenciais difíceis de imitar. Se este não for o seu caso, resta esperar que os bons ventos da economia mundial voltem… Mas empreendedores ousados e que se diferenciam gostam mesmo é de grandes desafios. Por isso, volto a insistir: não é momento de recuar, a hora é de fazer acontecer!
É isso aí.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Geração Y: Eles têm sede de quê?
Jornalista: Marina Piedade
Pela primeira vez desde que o Guia da Exame e Você S/A avalia as diferentes fases da vida dos seus representantes, a chamada Geração Y corresponde à maioria dos funcionários das companhias listadas no anuário. Em 2006, os nascidos após 1978 representavam 34,2% dos profissionais das melhores empresas. Hoje, eles já são 45,3%. A invasão de "Y" no mundo corporativo traz um desafio para as organizações. É preciso entender sua linguagem, seu jeito de trabalhar e, principalmente, seus anseios profissionais.
Entre as 150 empresas selecionadas pelo Guia, que podem ser consideradas a elite brasileira em termos de gestão de pessoas, há grande movimentação para tornar o ambiente mais propício para que esses jovens consigam atingir os resultados os quais são desafiados. É uma tarefa difícil. Tão difícil que até o McDonald's, mundialmente conhecido por sua expertise em lidar com jovens, desenvolvê-lose proporcionar-lhes crescimento na empresa, buscou uma consultoria especializada no assunto para ajudá-lo na empreitada.
"Se ter adolescente em casa dá trabalho, imagine lidar com 30.000", diz Luís Bueno, diretor de recursos humanos da rede de fast-food. A maior parte dos funcionários da empresa tem de 18 a 30 anos e pode ser enquadrada dentro da Geração Y. Há um ano, toda a equipe de recursos humanos da empresa participou de uma reunião com a Companhia de Talentos, consultoria de recursos humanos especializada em programas de estagiários e trainees. "A partid daí, passamoa a refletir mais sobre a forma de comunicação com esse público", diz Luis. "Procuramos ouví-los mais formalmente." Foramcriados, então, grupos de discussão, com o objetivo de descobrir quais eram seus anseios.
A resposta que norteou o RH foi: desenvolvimento. Com isso, uma série de ações foi agilizada pela empresa, como maior investimento em treinamento e em bolsas de estudo para os funcion´rios. "Na gincaca feita anualmente pela empresa, o prêmio passou a ser bolsas de estudo", diz Luís Bueno. Os jovens dessa geração têm urgência em subir na carreira e não têm muita paciência para esperar. "Por isso, temos de treinar e orientar muito os líderes, para que encarem esse comportamento como algo normal, e não como petulância."
O McDonald's mostra estar no caminho certo. Pela pesquisa das 150 Melhores Empresas, a Geração Y é a que mais busca aprendizado e desenvolvimento nas empresas. Essa categoria, aliás, foi a que mais subiu neste ano em relação ao ano passado. O que significa que as empresas - ao menos as listadas no Guia - estão realmente investindo em ferramentas e políticas de desenvolvimento como forma de se adequar, e principalmente, reter a nova safra de profissionais. Carentes de quem os ouça, esses jovens precisam a todo momento ser lembrados do que devem fazer para atingir seus objetivos profissionais na empresa e sobre as suas possibilidades de ascensão. "Eles querem desenvolvimento porque sabem que é isso que vai manter seu nível de empregabilidade dentro ou fora da empresa", diz Anderson Sant'Anna, professor da Fundação Dom Cabral.
Na Taií, financeira do Itaú especializada em crédito popular, a possiblidade de crescimento profissional é um dos grandes atrativos para os funcionários, cuja idade varia de 18 a 23 anos. "Optamos por essa faixa etária porque queremos formá-los com a cultura da empresa", diz José Roberto Gomes, superintendente de RH. Nos primeiros 18 meses de companhia, os funcionários são promovidos internamente, podendo passar de promotor a operador, depois a gerente e a coordenador regional. A partir do 19º mês, podem concorrer a vagas no banco Itaú. "Um dos nossos pontos fortes é a qualificação de pessoas", diz José Roberto, que ainda destaca outros dois: manter o pessoal motivado a cumprir as metas e oferecer um ambiente alto-astral, estimulando a amizade e a interação entre as pessoas. A base para tudo isso é o que a empresa chama de Universidade do Desempenho, onde são feitos vários treinamentos, principalmente comportamentais. "Costumamos dizer que, para entrar aqui, a pessoa precisa apenas saber sorrir, o resto a gente providencia", diz o executivo.
Imediatista, com grande dificuldade para planejar a longo prazo, a nova geração precisa, sgundo ele, de muita informação e feedback. "Isso não é feito na base do conselho, mas do convencimento do exemplo."
A consultora Paula Oliveira, sócia-diretora da Companhia de Talentos, concorda. "Para essa nova geração, tudo precisa ser dito, mesmo o que parece óbvio", diz ela. Isso tem a ver com a própria educação que eles receberam em casa. "Antigamente, os filhos entendiam o recado dos pais só pelo olhar, pela expressão", explica. "Hoje, eles estão acostumados ao diálogo, a ser questionados e a questionar." A coerência também é fundamental no trato com os jovens de hoje. Se antigamente nas famílias havia muitas coisas feitas debaixo do pano, hoje elas são mais às claras. O que o pai falou ele pratica e, se não pratica, é cobrado. É por isso que muitos profissionais se frustram e vão embora quando entram em empresas que não tem coerência entre discurso e prática. Está aí, segundo Paula, o grande desafio do mundo corporativo hoje. "Se não encontrar uma forma de alinhar o que prega e o que de fato coloca em prática, a empresa está fadada a morrer." Não adianta, por exemplo, ela ter um trabalho social maravilhoso se fecha os olhos para os problemas dos próprios funcionários. "Os jovens hoje querem o equilíbrio entre o trabalho e outras dimensões da vida", diz Anderson Sant"Anna. Diferentemente dos pais ou avós, que pensavam em trabalhar duro para usufruir mais tarde, hohe eles querem que isso aconteça ao mesmo tempo. Como em muitas empresas há profissionais de várias gerações, outro grande desafio é fazer com que haja respeito pelos valores de cada um.
Esse talvez seja um dos segredos da DuPont, indústria química instalada no Brasil desde 1937. Lá, convivem harmoniosamente funcionários de várias faixas etárias. "Na empresa, valorizamos muito a diversidade e enfatizamos isso a todos que entram aqui, desde o início", diz Ana Cristina Piovan, diretora de RH.
Na DuPont, é possível encontrar pessoas da Geração X chefiando baby boomers e Y. Ou baby boomers chefiando X e Y. "Não estranho se daqui a algum tempo tivermos funcionários da Geração Y na chefia", diz a executiva.
"O importante é que haja consonância entre as competências que a pessoa tem e as que a companhia busca." A DuPont também já percebeu que é necessário investir em desenvolvimento e oferecer respostas às perguntas e dúvidas dos mais jovens", diz Ana. Recentemente, num dos cafés da manhã com o presidente, que reuniu funcionários recém-contratados, o maior questionamento dos jovens era sobre as possibilidades que eles teriam de se desenvolver na orgnização. Por mais que a empresa se cerque de cuidados para que as regras fiquem claras desde o início e para manter um ambiente em que as pessoas trabalhem felizes, é impossível contentar a todo mundo. "Não posso dizer que ninguém tenha saído por não se adequar à cultura da empresa", diz Ana. Mas isso é do jogo.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Parceria com José Dornelas
Caros colegas, domingo, 5 de outubro de 2008
Fazendo acontecer: da iniciativa à acabativa!
Consistem de frases bem feitas, socialmente corretas, mas sem alma. Continuam alimentando o problema que deveriam resolver – o crescente gap entre, de um lado, as estratégias inteligentes emanadas do topo e, do outro, o cotidiano daqueles que deveriam executá-las. São ferramentas que perpetuam a clássica separação entre o pensar e o fazer -- numa sinfonia perversa com os frios Business Plans e os mecânicos Balance Scorecards.
Líderes se notabilizam pelos resultados que produzem. E pela forma pela qual conseguem produzir os resultados. Comprometimento com a acabativa* é conseqüência da participação na construção da causa, da estratégia, dos objetivos. Fazer acontecer é uma inspiração que vem do exemplo. Na hora da concepção, o lugar do líder é no centro, com as pessoas em torno de si – e não na frente, com pessoas atrás de si. Na hora da execução, o lugar do líder inspirador é na linha de frente -- e não no back office. Pena que muitos líderes se atrapalham e só gostam de ir para a linha de frente na hora do desfile.
César Souza - Consultor, autor, palestrante e presidente da Empreenda Consultoria nas áreas de Estratégia, Mkt e RH.
* Crédito à Cássio Matos: pela expressão“mais acabativa que iniciativa”.
http://www.blogdolider.com.br/
Nota do Autor do Blog: Mais uma vez, agradeço ao César Souza pela contribuição com seus artigos para o Blog a nossa Geração Y.
Palestra de Planejamento de Carreira
• Examinar sua identidade
• Definir valores
• Estabelecer objetivos
• Definir um plano de ação
• Motivação e Disciplina
• Flexibilidade
• Correr atrás de resultados
• Se transformar em uma pessoa de sucesso
domingo, 28 de setembro de 2008
Entrevista: Jovens no Mercado - TI
Em entrevista para o a nossa Geração Y, Diego Ciarrocchi falou com nossa colaboradora Mariana Pelozio sobre sua carreira e dá dicas para quem está começando agora. Confira:
Ele tem apenas 25 anos e já traz em seu currículo empresas como Unilever, Ford, Pernambucanas e Banco de Investimentos Banif. Hoje é responsável pelo projeto do site Blockbuster da empresa B2W Business to World (Americanas, Submarino, Shoptime, Blockbuster e Ingresso.com.
É formado pela PUC-SP em Comunicação em Multimeios, Pós-graduação em Gestão Estratégica em TI e formação de DBA pela Oracle University. Trabalha a 8 anos na área de tecnologia da informação.
a nossa Geração Y: O que é essencial para o profissional hoje, principalmente para os mais jovens?
Diego Ciarrocchi: O profissional de hoje precisa ser dinâmico e flexível, o mercado de trabalho está cada vez mais rápido e gerando um DESAFIO PERMANENTE, que deve ser encarado como um incentivo profissional para o aumento de conhecimentos e de experiências na carreira. O profissional, com o passar dos anos, deve saber aliar o espírito pesquisador e empreendedor do início de carreira com o gerenciamento da mesma a partir da “bagagem” cultural e tecnológica construída pelos resultados obtidos ao longo de sua vivência e das atuações.
Entretanto, o candidato deve estar ciente de que o mercado atual exige um aprimoramento em uma área específica de conhecimento. Sendo assim, um curso de especialização se faz cada vez mais necessário. Acredito que esse direcionamento deva ser feito na segunda metade da graduação, momento em que o indivíduo já poderá vislumbrar em qual área possui mais afinidade, bem como para quais caminhos o mercado de trabalho e suas aptidões o encaminhará.
Em contrapartida, o profissional deve buscar também o crescimento horizontal, conhecimentos em várias áreas de negócios, gerando maior agilidade e confiança para tomada de decisão. Está se tornando muito comum profissional com duas formações distintas.
Em suma, a prática mostra que ao entrar no curso o aluno deve estar ciente de que está apenas no início de sua jornada acadêmica e que já deve começar a pensar na continuidade de seus estudos, isso é um dos fatores que irá garantir sua empregabilidade.
anGY: Qual a maior dificuldade que você sente no mercado e como superá-las?
DC: Acredito que a falta de governança corporativa e planejamento estratégico das empresas são as raízes de todos os outros problemas do mercado de trabalho, muitas empresas novas cresceram rapidamente sem tempo para se estruturar estrategicamente, e por outro lado, existem empresas tradicionais que não mudaram sua maneira de pensar e agir. Eu vejo pessoas tentando resolver os problemas errados todos os dias, e isso é decorrente da má definição de planejamento que os deixa flutuando em torno de detalhes irrelevantes, ou determinando de forma completamente confiante uma solução que não toca o centro da questão. As empresas deveriam se apoiar no que Ron Bonig, CIO da George Washington University chama de "a velha lista do jornalismo 101: quem, o que, quando, onde, por que e como".
Creio que a outra dificuldade é a atualização profissional como regra para sua inserção e manutenção no mercado de trabalho.
anGY: O que faz para que o trabalho não “te roube de você mesmo?”
DC: É preciso saber à hora de parar, de desligar. Atividades como a prática de esportes pode ajudar a “fugir” da pressão do trabalho. Não vivemos para trabalhar, trabalhamos para viver, não nos devemos culpar por alguns minutos de ócio.
“Precisamos de descanso saudável para trabalhar o nosso máximo”, dizia o escritor Ernest Hemingway.
anGY: Na era do e-commerce, muitas empresas fizeram da internet o seu principal negócio e atualmente tantas outras estão adotando essa prática para crescer, em que os jovens profissionais devem ficar atentos?
DC: Os jovens profissionais têm uma grande oportunidade nessa área, o e-commerce ainda é novidade no Brasil, menos de 10% da população que acessa a internet compra através desse meio. Esse número ainda é muito pequeno comparado com outros países e é necessária uma mudança cultural. Porém, o e-commerce cresce acima de dois dígitos todos os anos, e com tendência a crescer ainda mais, visto que empresas gigantes como Casas Bahia, Wal-Mart e Carrefour irão entrar na briga nos próximos meses.
O que os jovens devem estar atentos é que a dinâmica do varejo é muito alta, e a dinâmica do varejo online é mais alta ainda, e nesse contexto é fundamental ressaltar que o mercado de tecnologia cresce na mesma proporção e que exige maior qualificação de seus profissionais. É preciso buscar formações para esse meio, a web ainda busca práticas e profissionais de empresas que não atuam nesses segmentos, o e-commerce precisa preencher a lacuna de profissionais capacitados para atuar nessa área.
anGY: Qual o próximo passo em sua carreira?
DC: Pretendo adquirir mais experiências e gerenciar grandes equipes e projetos. Na minha formação pretendo iniciar outra especialização em Gestão de Projetos (PMI) e um MBA em Gestão Executiva. Hoje é necessário ter um diferencial competitivo, a concorrência é grande.
Dica de livro por Diego Ciarrocchi:
LAUDON, Kenneth C e LAUDON, Jane Price. Sistemas de Informações Gerenciais: Administrando a empresa digital. 5ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
Dica de Cursos por Diego Ciarrocchi:
O ideal é focar os cursos em sua área específica. Algumas sugestões “bem vistas” e atuais no mercado:
- Gestão de Projetos
- Gestão do Conhecimento
- Gestão de Inovação
- Segurança da Informação
Entrevista feita por Mariana Pelozio, estudante de marketing e colaboradora do Blog a nossa Geração Y.
Acesse o seu blog:
sábado, 20 de setembro de 2008
Planejamento de Carreira Parte 2 - O que eu quero ser quando crescer?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Colaboração de Postagem
É com grande prazer que venho informar que à partir de hoje terei a colaboração de uma amiga para a edição de publicações em meu Blog.
Estudante de Marketing, Mariana Pelozio também é autora de um Blog (http://eutenhopes.blogspot.com) e estará contribuindo com textos e entrevistas com professores e empresários, sobre assuntos como Empreendedorismo, Carreira, Desenvolvimento Pessoal, entre outros.
a nossa Geração Y agradece...
Francisco Albuquerque - Autor do Blog
